segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

CHUVAS FACILITAM A PROLIFERAÇÃO DO CARAMUJO AFRICANO NA REGIÃO




Molusco pode transmitir verminoses prejudiciais à saúde

Nesta época do ano, a umidade causada pelo aumento das chuvas, facilita a proliferação do caramujo africano em toda a região. Ativos no inverno e resistentes ao frio, esses moluscos podem ser encontrados nas proximidades de rios e em terrenos baldios, podendo transmitir algumas verminoses, sendo prejudiciais à saúde.
O Dr. Paulo Targa, Veterinário da UVA (Unidade de Vigilância Ambiental de São Manuel), explica que caso o caramujo seja encontrado, ele pode ser removido pelo próprio munícipe, desde que este proteja as suas mãos com luvas ou com uma sacola plástica. Para fazer o descarte do animal, deve-se colocá-lo em um balde com água e sabão em pó, pois a substância mata o animal, e depois cavar um buraco fundo e enterrar os moluscos.
“O próprio morador pode fazer a limpeza e o descarte, mas estamos à disposição da comunidade para orientar no em caso de dúvidas através do telefone 3841.4403”, diz Targa.

Sobre o Caramujo
Introduzido no país na década de 1980, proveniente do nordeste da África, o molusco é dotado de alta capacidade de reprodução e hoje se disseminou em 24 dos 26 estados brasileiros.
Os impactos para a biodiversidade são evidentes, mas os riscos à saúde pública também preocupam. A prevenção no contato com o animal e o controle das populações do caramujo são fundamentais.
Apesar de serem herbívoros, tem um apetite voraz, podendo alimentar-se de frutas, verduras, hortaliças, papelão, plástico e até mesmo tinta de parede. Além disso, não possui predador natural no Brasil, o que favoreceu sua rápida proliferação, sendo atualmente considerado uma praga urbana. Embora pareçam inofensivos trazem perigo eminente à saúde pública, podendo atingir 15 a 20 cm de altura, 10 a 12 cm de comprimento e pesar 200 gramas.
É um hospedeiro intermediário de dois vermes que podem causar distintas doenças. Uma é a angiostrongilíase abdominal, que provoca fortes dores abdominais, febre, perda do apetite e vômitos, podendo culminar com a perfuração do intestino, hemorragias e em alguns casos, levar à morte. A outra doença é a meningite eosinofílica, que ocorre quando o verme se aloja no sistema nervoso central do paciente, provocando a inflamação das meninges (membranas que recobrem o cérebro). Tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez da nuca e distúrbios do sistema nervoso.
Os vermes podem ocorrer tanto no interior dos caramujos, quanto no muco que eles secretam para se locomover. Por isso a pessoa não deve pegar o caramujo sem proteger as mãos com luvas ou sacos plásticos; higienizar frutas, verduras e hortaliças antes de ingeri-las; não comer, não beber, não fumar e não levar a mão à boca durante o manuseio do caramujo e conservar quintais e terrenos limpos, pois os caramujos africanos gostam de ficar embaixo de folhas, de entulhos, em lugares úmidos ou sem incidência de luz solar.
A introdução do molusco aconteceu em 1996 quando alguns produtores goianos tentaram a formação de uma cooperativa para criação de escargot, no entanto, não obtiveram êxito. O insucesso comercial provocou desistência na criação e a soltura inadequada do molusco no meio ambiente, facilitando sua disseminação.

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